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quinta-feira, março 17, 2011

Frequência de ciclones raros na costa brasileira é coincidência

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A formação de um ciclone subtropical, como o desta quarta-feira (16), próximo ao litoral fluminense e capixaba, é um evento raríssimo de acordo com especialistas ouvidos pelo iG. “É um evento muito raro de acontecer nesta região e a proximidade com os ciclones de Santa Catarina, ocorridos em 2004 e 2010, não quer dizer que estes eventos venham a acontecer com maior frequência a partir de agora. São casos isolados”, disse Dennis Feltgen, porta-voz do Centro Americano de Furações, na Flórida, Estados Unidos.

A raridade está relacionada com a temperatura da superfície do oceano, que na região do litoral fluminense e capixaba costumam ficar abaixo de 24°C. No entanto, durante a madrugada de terça-feira (15), formou-se um ciclone no oceano atlântico, a 500 km do litoral capixaba como resultou de uma área de baixa pressão atmosférica associada com as altas temperaturas da superfície da água, que estava entre 26°C e 27°C.

O fenômeno batizado de Arani – tempo furioso em tupi-guarani – se deslocou para o oceano e não provocou maiores transtornos ao litoral. A intensidade dos ventos também foi baixa, de 50 a 70 km/h, de acordo com a Marinha. Para um furacão acontecer, é preciso que os ventos soprem a uma velocidade maior que 100 km/h.

Como não foi em direção ao continente, provocou poucos estragos. Foram ondas de até três metros no litoral, danos ao calçadão de Macaé (RJ) por causa da ressaca e suspensão de navegação na área. Caso ele tivesse ido em direção ao continente, o ciclone poderia provocar muitas nuvens, chuvas e inundações.

De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe), na América do Sul, a área que se estende pelo nordeste da Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul é a mais propícia a ciclones na América do Sul, principalmente no inverno. Há ainda a região oceânica que vai da altura de Santa Catarina ao sul da Bahia, que durante os meses de março e abril, podem ter a temperatura da superfície do mar elevada, entre 24 e 27ºC. (Fonte: Portal iG - Ambiente Brasil)

terça-feira, março 01, 2011

Mesmo sem estatueta, "Lixo Extraordinário" merece nossos aplausos!

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"Nosso filme chegou muito longe, a gente sabia que era difícil bater 'Inside job' pela sua relevância para os americanos", comentou o codiretor brasileiro João Jardim sobre a derrota neste domingo (27). Jardim dividiu a direção com Lucy Walker e Karen Harley.

"Lixo extraordinário" , coprodução do Brasil e Reino Unido, disputava o prêmio com "Exit through the gift shop", do artista plástico Banksy; "GasLand", de Josh Fox, Restrepo", de Tim Hetherington e Sebastian Junger, e "Trabalho interno", Charles Ferguson - o vencedor.

Narrado por Matt Damon, o documentário escancara verdades da crise econômica mundial de 2008, que abalou os Estados Unidos e resultou na perda do emprego e moradia para milhões de pessoas. O filme mostra as relações políticas em pesquisas e entrevistas com figurões do sistema financeiro norte-americano, como o ex-corretor do CitiGroup e Merrill Lynch, Satyajit Das, economistas, lobistas e professores universitários.

"Nosso filme chegou muito longe. Vamos em frente... fazer outros", afirmou Jardim.

"Lixo extraordinário" acompanha um projeto social do artista plástico brasileiro Vik Muniz com catadores do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), o maior da América Latina. Ele venceu prêmios de público nos festivais de Sundance e Berlim.

Fonte: G1

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Chuvas no Rio: retrato do aquecimento global

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As chuvas devastadoras na região serrana do Rio de Janeiro são um indício do que vai acontecer com cada vez maior frequência e intensidade por causa das mudanças climáticas. O aviso é do pesquisador Jay Gulledge, do Pew Center on Climate Change, instituto de estudos americano. Gulledge relacionou a sequência de eventos climáticos extremos recentes, como as enchentes na Austrália, no Sri Lanka, na África do Sul, além daquelas no Rio de Janeiro. Todas sem precendentes no registro histórico.

Embora nenhum desses eventos possa ser atribuído isoladamente ao aquecimento global, os cientistas afirmam que esses acontecimentos radicais representam um mundo no caminho das mudanças climáticas. “Qualquer um desses eventos é extraordinário”, diz Gulledge. “Mas o conjunto deles não poderia acontecer sem um aumento de calor no oceano. Não faria sentido ignorar essa relação”.

A atmosfera da Terra está com a maior concentração de gases de efeito estufa dos últimos 15 milhões de anos. Esses gases acumulam o calor do Sol, esquentando o ar e o oceano. Oceanos mais quentes liberam mais umidade. E uma atmosfera mais quente pode reter maior umidade em suspensão. Quanto mais umidade, mais fortes são as tempestades que se precipitam sobre nós.

O relatório do IPCC, o painel da ONU para mudanças climáticas, que tende a ser conservador, já tinha apontado essa tendência. O texto de 2007 diz que chuvas fortes (e secas extremadas em alguns lugares) estão ligadas ao aumento da concentração de gases poluentes na atmosfera. Um estudo publicado no ano passado pela Academia Nacional de Ciências, dos Estados Unidos, diz que cada elevação de um grau centígrado na média da Terra pode trazer um aumento de 3% a 10% nas chuvas fortes. “Se você acha que está ruim agora, quando estamos com um aquecimento de 0,7 grau, espere até chegarmos ao 3 ou 4 graus de aquecimento”, disse Gulledge. “Não há razão para imaginar que não vai ficar pior e pior.”

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quinta-feira, janeiro 27, 2011

Sustentabilidade no futebol

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Na tarde desta terça-feira passada, o goleiro Júlio César, o volante Jucilei e o atacante Dentinho exibiram a nova camisa alvinegra, desenvolvida a partir de oito garrafas PET.
O clube do Parque São Jorge se torna o primeiro no mundo a contar com uma camisa oficial sustentável da Nike, segundo a multinacional norte-americana. O tecido é desenvolvido com 96% de poliéster reciclado e 4% de algodão orgânico.

Outra inovação é o design, que cria uma identidade comum aos uniformes dos cinco maiores times europeus patrocinados pela Nike – Barcelona, Inter de Milão, Juventus, Arsenal e Manchester United. O modelo 2011 do uniforme corintiano chega às lojas na quinta-feira, dia 27 (hoje) em duas versões. A camisa idêntica à que será utilizada pelos jogadores custará R$ 239,90 enquanto a réplica sai por R$ 189,90.

O uniforme da seleção de futebol da França também é feito de garrafas pet recicladas. O primeiro uniforme da Nike para a França (que até o ano passado usava Adidas) leva o título de “o mais ecológico, até agora”. Com o calção feito 100% com fibra de garrafas plásticas e a camiseta com 96% (outros 4% são algodão orgânico) o uniforme ainda usa a tecnologia Dri-Fit para ventilar mais o jogador.

Essa tecnologia é semelhante a utilizada pela seleção do Dunga na copa passada. A Nike ainda não oficializou as imagens da nova camisa canarinho, mas dizem que ela segue o mesmo padrão de reciclagem da França.


Leia mais: Uol esportes

terça-feira, janeiro 18, 2011

Mundanças no Código Florestal podem ampliar tragédias

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O projeto do novo Código Florestal amplia a chance de ocupação de áreas de risco, uma das razões das mortes causadas pela chuva no Sudeste.
O texto em tramitação no Congresso não considera topos de morro como áreas de preservação permanente e libera a construção de casas em encostas. Em locais assim houve deslizamentos que mataram centenas de pessoas no Estado do Rio.

O projeto reduz ainda a faixa de preservação nas margens de rios, criando brecha para o uso de áreas como o alagado Jardim Pantanal, zona leste paulistana.
O relator da revisão do Código Florestal, Aldo Rebelo (PC do B-SP), nega que o projeto trate de regras nas cidades. O texto, porém, cita a regularização fundiária de áreas urbanas.


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Leia também: O post sobre o novo Código Florestal

segunda-feira, janeiro 17, 2011

30% das fontes de água tem qualidade ruim ou péssima

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Pesquisa da ONG SOS Mata Atlântica mostra que as fontes de água no país estão cada vez mais poluídas e que, diante disso, a saúde da população corre risco. Ao analisar amostras de 43 corpos d'água, em 12 estados e no Distrito Federal, a ONG verificou que nenhuma foi considerada boa ou ótima.
As análises foram feitas ao longo de 2010. Com base em parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo revela que em 70% das coletas feitas em rios, córregos, lagos e outros corpos hídricos, a qualidade da água foi considerada regular. Em 25%, a qualidade era ruim e em 5%, péssima.

Em visitas a pontos de educação ambiental da ONG, foi avaliada a qualidade da água para consumo e concluiu-se que as águas precisam de tratamento para qualquer uso, seja para o consumo ou para indústria. Nos locais visitados, também foi constado que o principal agente de poluição é o esgoto doméstico.
A qualidade da água é um das preocupações da ONU (Organização das Nações Unidas), que declarou o período entre 2005 e 2015 a década internacional Água para Vida. Em 2006, a instituição estimou que 1,6 milhão de pessoas, principalmente crianças menores de cinco anos, morram anualmente por causa de doenças transmitidas pela água.

Leia mais: Folha Ambiente

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Lâmpadas incandescentes serão retiradas do mercado até 2016

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Em 2016, Brasil dirá adeus às lâmpadas incandescentes. As lâmpadas comuns serão retiradas do mercado até 2016, conforme portaria interministerial de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio, publicada no Diário Oficial da União. O objetivo é substitui-las por modelos mais econômicos, visando diminuir o consumo de energia. Com o surgimento de opções mais econômicas – e por enquanto mais caras – no mercado, a lâmpada incandescente ainda representa 80% da iluminação das casas brasileiras. Com a substituição total por lâmpadas fluorescentes, a estimativa é que o país economize 10 terawatts por hora até 2030. De acordo com a Agência Brasil, essa economia equivale a mais que o dobro conseguido com o Selo Procel.

Serão retiradas do mercado as lâmpadas incandescentes de uso geral, exceto as com potência igual ou inferior a 40 Watts, as específicas para estufas, as que são refletoras, defletoras ou espelhadas, entre outras.
Segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia, se entre 30 de junho de 2012 e 30 de junho de 2016 não aparecer uma nova tecnologia que torne as lâmpadas incandescentes mais eficientes, esse produto será banido do mercado.

Leia mais em: UOL Economia

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Copa de 2014 terá produtos da sociobiodiversidade

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A agricultura familiar e os pequenos extrativistas dos oito biomas brasileiros já estão escalados para participar da Copa do Mundo de 2014. Um projeto orçado em R$ 3,2 milhões vai fazer chegar aos turistas brasileiros e estrangeiros que usarem a rede hoteleira, nas 12 cidades sedes dos jogos, vários produtos da sociobiodiversidade.

Uma parceria entre MMA, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura e Sebrae, dentro do Programa Copa Orgânica, vai facilitar o acesso ao mercado para a produção de pequenos empreendedores, quilombolas, povos tradicionais e indígenas. Dos 125 projetos selecionados, 46 envolvem produções extrativistas e vão compor a cesta das chamadas amenities, produtos de uso pessoal, geralmente miniaturas, como essências, sabonetes e artesanatos, oferecidos aos hóspedes ou comercializados na rede hoteleira.

Os empreendimentos foram selecionados por edital, como parte do Projeto Talentos do Brasil Rural, do Sebrae, e enviados à Secretaria e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA. O resultado final da seleção está previsto para sair em fevereiro. Além da abertura de um mercado, a iniciativa vai servir para divulgar e disseminar o uso de alguns produtos da sociobiodiversidade do País. Para a diretora do Departamento de Extrativismo, Cláudia Calório, "este tipo de projeto preserva a natureza e garante emprego e renda para os povos que vivem da sociobiodiversidade, sem derrubar as florestas ou degradar o meio ambiente", avalia.

Fonte: MMA

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Greenmeeting 2011

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2011 começa com perspectivas de grandes transformações e mudanças, não só na troca de comando do Governo Brasileiro, mas com a conscientização de cada cidadão no comprometimento com a sociedade, no contexto do desenvolvimento responsável, tanto social, quanto ambiental e econômico.
Neste sentido, o grupo de instituições do Greenmeeting se mobiliza para a realização do XI Encontro Verde das Américas, o “Greenmeeting”, nos dias 20, 21 e 22 de setembro de 2011, na capital federal de Brasília; na publicação dos ANAIS das 10 edições do Encontro Verde das Américas e do documentário em vídeo “Em busca de soluções” – “O Brasil que agente não vê”.

O Encontro Verde das Américas 2011 se mobiliza para receber personalidades de vários continentes, para palestras e debates que possam contribuir na solução dos problemas sócio-ambientais e econômicos, visando mais igualdade e melhor qualidade de vida entre os povos.

Após a realização do encontro, como é de costume, a Comissão Organizadora emitirá um documento, reiterando e reafirmando os princípios que nortearão este fórum, denominando-o como Carta Verde das Américas 2011, para que seja enviada às autoridades competentes do Brasil, das Américas e dos demais continentes, bem como a organismos e conferências internacionais, com reivindicações e recomendações, nas áreas sócio-ambientais e econômica.

terça-feira, janeiro 04, 2011

80 fatos que marcaram a Amazônia em 2010

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Em 2010, a Amazônia teve seu menor índice de desmatamento detectado desde 1988 e bateu o recorde de devastação mínima pelo segundo ano seguido. Ainda assim, dados do Prodes, sistema pelo qual o Inpe avalia a derrubada anual da floresta, mostram que 6.451 km² de mata foram derrubados entre agosto de 2009 e julho de 2010, uma área maior que o Distrito Federal.

Mudanças na legislação ambiental também foram destaque, como a aprovação do texto-base do novo Código Florestal, em julho, e que ainda gera polêmica entre deputados ruralistas e ambientalistas. No mesmo mês, a Aneel aprovou a formação do consórcio para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, despertando protestos no Brasil e no exterior.

A seca foi acentuada em 2010 na Amazônia. Entre outubro e novembro, os rios Negro, Solimões e Amazonas tiveram vazante recorde com os menores índices de nível de água na história. Só no estado do Amazonas, a seca deixou 40 mil famílias em emergência e colocou 25 municípios em alerta.


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