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quarta-feira, julho 20, 2011

Primeiro saco reciclado para lixo chega ao mercado

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Um saco para lixo produzido 100% com material reciclado. Esse é o novo produto que será lançado neste mês pela empresa Embalixo.

O saco de lixo reciclado, como é chamado, chega às principais redes de supermercados de todo o país (Carrefour, Pão de Açúcar, Extra, Big, Mercadorama, Nacional e Casa Santa Luzia), com preço popular, comparável aos sacos para lixo convencionais.

O produto é feito a partir de sobras de plásticos, conhecidos como pré-consumo, e também de plásticos pós-consumo como sacolas plásticas, sacos de hortifrutis, filme stretch (muito utilizados por indústrias para proteger cargas durante transportes) comprados de cooperativas que fazem a coleta seletiva da população e de empresas.

O lançamento do produto, segundo afirma o diretor da empresa, Rafael Costa, irá ajudar a divulgar e esclarecer a população quanto a importância da reciclagem para a sociedade realizar a separação de materiais para coleta seletiva e sua importância para geração de renda e inclusão social aos catadores.

“Milhares de pessoas vivem no Brasil como catadores de produtos para a reciclagem, porém, a reciclagem de plástico ainda é muito pequena, os consumidores precisam lembrar que é possível reciclar também outros artigos, além das embalagens PETs”, ele comenta.

“Nos surpreendemos com a crescente procura pelo saco para lixo 100% renovável, feito com a resina verde extraída pela Braskem, a partir do etanol da cana-de-açúcar e investimos no aumento da capacidade de produção de nossa fábrica”, revela Costa.

Fonte: Ciclo Vivo

quarta-feira, junho 29, 2011

A metáfora do saquinho de supermercado, por Efraim Rodrigues

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"Faz muitos anos que venho percebendo que os chamados plásticos biodegradáveis não entregam o que vendem.

Há mais de uma década eu assinava uma revista científica que vinha embalada com o tal plástico. Ele foi imediatamente para a composteira, o melhor lugar do mundo para biodegradação, com água, microorganismos e nutrientes à vontade. Seis meses depois me cansei. Tirei, lavei (estava intacto, como novo!) e o mandei para reciclagem.

Quando os supermercados começaram com o saquinho oxibiodegradável, de novo peguei uma amostra, escrevi a data e coloquei na composteira. Tudo igual.

Agora fui mais longe, minha esposa grávida tirou uma foto com o saquinho e nosso filho fará o mesmo, ano após ano. Este menino vai concluir o curso superior e o saquinho oxibiodegradável estará igual.

Pois eis que nesta semana foi publicado um artigo cientifico por gente que entende muito mais de química do que eu, confirmando esta minha visão pessoal. O artigo Polietileno degradável, fantasia ou realidade, de Roy et al saiu na Environmental Science & Technology de abril de 2011.

Na verdade tudo que estes saquinhos fazem é que eles se despedaçam na presença de calor, luz e oxigênio, mas em níveis muito superiores aos normais. Ainda pior, o interior de lixões/aterros sanitários tem os três fatores muito baixos. De qualquer jeito, você preferiria limpar um terreno baldio com 10 saquinhos ou 1000 pedacinhos ?

A única função do saquinho oxibiodegradável é aplacar a consciência daqueles que não conseguem organizar-se para usar uma sacola de compras igual a da vovó ir à feira, que resolve não só a poluição, mas também o problema de carregar várias sacolinhas que machucam a mão e complicam a vida.

Em entrevista recente, James Lovelock disse que preocupar-se com saquinhos é como preocupar-se em arrumar as cadeiras do Titanic enquanto ele afunda. Ele está certo que o saquinho é uma parte pequena do gasto de combustíveis fósseis (de fato importa muito mais como você vai às compras do que como as carrega), mas está errado na escolha da metáfora. O saquinho está mais para a orquestra do Titanic, que continuou tocando enquanto o barco afundava. Concretamente não fez diferença, mas ajudou melhorando o espírito geral.

Estranho muito Lovelock criticar a luta contra os saquinhos, porque ele mesmo criou uma importante metáfora ambiental Gaia, que mesmo não fazendo sentido algum, fez muita gente pensar e agir melhor.

As pessoas começam preferindo o saquinho oxibiodegradável, passam para a sacola de compras, daí vão às compras de bicicleta, para terminar se perguntando se precisam mesmo ir às compras."

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Brasileiro cria plástico a partir de bactérias da Amazônia

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Aldo Procópio é um pesquisador de Ciências Médicas da USP, mas está no estado do Amazonas há dois anos. Lá ele estuda uma nova forma de criar plástico sem depender do petróleo.

Essa forma tem nome: Biopolímero. Enquanto o plástico a base de petróleo, grande vilão do meio ambiente, demora cerca de 400 anos pra se degradar, o Biopolímero desaparece em 6 meses.

O material é feito com o isolamento de bactérias coletadas nos rios da Amazônia. O pesquisador diz que no período da seca e baixa dos rios, os nutrientes ficam escassos, e por conta disso aparecem vários microorganismos com potencial para estocar fonte de carbono em seu interior e, dessa forma, fornecer o biopolímero.

Segundo os pesquisadores, o novo plástico não deve ficar só nas sacolas: Produtos como remédios, fio de sutura, pinos de sustentação de ossos (usados em cirurgias ortopédicas), cápsulas que envolvem medicamentos e embalagens de descarte rápido também devem ganhar “atualização” para o biopolímero.

A pesquisa faz parte do Programa de Desenvolvimento Regional (DCR) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Do Amazonas (Fapeam).

Fonte: Eco4Planet

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Varejo se prepara para o fim das sacolinhas

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Matéria publicada na Folha de São Paulo, 16/01/2011




As maiores redes de supermercado do país já se preparam para o fim da distribuição de sacolas plásticas gratuitas em suas lojas. Consideradas "vilãs" da natureza pelos ambientalistas, grandes cidades, como São Paulo, Belo Horizonte e Ribeirão Preto, têm projetos de lei para proibir seu uso. No Rio já vigora norma que não proíbe as sacolas, mas obriga o comerciante a dar desconto de R$ 0,03 a cada cinco produtos comprados sem o uso delas. Outros países, como Itália, França, Alemanha, China e África do Sul, baniram as sacolas ou cobram por seu uso.

A Apas (Associação Paulista de Supermercados) declara ser favorável aos projetos e já implantou um plano-piloto em Jundiaí (leia mais nesta página), visando a expansão do modelo. "Existe uma cobrança por parte dos segmentos ambientais, que dão a imagem de vilão ao supermercado", disse Orlando Morando, vice-presidente e diretor de comunicação da Apas.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima que o país consuma cerca de 12 bilhões de sacolas ao ano, ou 63 por habitante. Não só os ambientalistas aprovam a readequação do modelo atual. Pesquisa feita em 2010 pelo Walmart em parceria com o Ministério do Meio Ambiente mostra que 60% da população é a favor de leis que proíbam a distribuição de sacolas. "É um movimento inexorável [o fim das sacolinhas]. Vai acontecer", disse Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade do Carrefour.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Lixinho de jornal

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Agora não há mais desculpas para não recusar a sacolinha plástica numa loja ou supermercado. Abaixo, segue uma dica para você fazer um cesto para lixo com jornal. Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro (absorventes, fio dental, cotonetes), o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A ideia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente.





1. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.








2. Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, mantendo a base para baixo.









3. Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.







4. Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.











5. Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:







6. Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.







7. Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.





Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:







Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!







Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Agora é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

Abaixo segue as fotos dos lixinhos que estão na Secretaria:







quinta-feira, outubro 21, 2010

Campanha pelo uso de sacolas ecológicas

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A partir de julho de 2011, passará a vigorar a Lei Municipal n° 4.339 de 30 de setembro de 2009 que dispõe sobre a substituição de sacolas plásticas por sacolas oxi-biodegradáveis ou reutilizáveis para embalagens dos produtos e mercadorias nos estabelecimentos comerciais, órgãos e entidades públicas no Município de Jahu.

Esta lei veio como um sinalizador contributivo na preservação do meio ambiente. Sua finalidade não reside tão somente no simples fato de proibir, está imbuída da árdua tarefa de conscientizar a sociedade do quão nocivo as sacolas plásticas são para o meio ambiente.

Nossa pressa na fila do caixa, aliada à comodidade daquelas sacolinhas à nossa frente não nos permite racionalizar o quanto a natureza sofre encoberta por bilhões delas abandonadas numa calçada, subtraindo a beleza de uma praça ou parque, entupindo bueiros, poluindo lagos, rios, mares e oceanos, extirpando inúmeras espécies aquáticas, mas acima de tudo, esvaindo nossa qualidade de vida. Enfim, estamos diante de uma questão de Saúde Pública e Ambiental.

No entanto, sabemos que mudar nossos hábitos exige reeducação e seus resultados não surgem da noite para o dia, é preciso muita persistência, e o esforço coletivo nesse momento é essencial para que se alcance êxito. Por isso, entendemos que o apoio de todos nessa empreitada é fundamental para que esta Lei se consolide, afinal somos todos cidadãos responsáveis por nos reeducar e conscientizar uns aos outros, por meio de recomendações de mudança de comportamento, a fim de atender uma necessidade premente do nosso Planeta Terra.
Contamos com os comerciantes de Jaú!





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