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segunda-feira, maio 16, 2011

Dia Nacional da Floresta Atlântica - 27 de maio

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No dia 27 de maio comemora-se o Dia Nacional da Floresta Atlântica. A Floresta Atlântica é classificada cientificamente como Floresta Ombrófila Densa, popularmente conhecida na mídia como Floresta Atlântica. São aproximadamente 456 manchas verdes, irregularmente distribuídas pela costa atlântica brasileira, entre o Rio Grande do Sul (município de Torres) e o Rio Grande do Norte, que compõem a Floresta Atlântica da atualidade. Embora represente apenas 7% da floresta original que outrora cobria cerca de 100 milhões de hectares praticamente contínuos, ainda é um vasto território, equivalente ao da França e Espanha juntas. A Floresta Atlântica, com cerca de 1,5 milhão de km², estende-se praticamente por todo o litoral brasileiro. Ocorre nas encostas do Planalto Atlântico e nas baixadas litorâneas contíguas.

A Floresta Atlântica é a mais rica entre as florestas tropicais úmidas do planeta, considerada o santuário ecológico mais pródigo da Terra e corresponde a um dos ecossistemas mais ameaçados no mundo. Apresenta, de fato, números impressionantes: reúne 15% de todas as formas de vida animal e vegetal do mundo; o número de espécies de aves - mais de 650 identificadas até hoje, maior que o catalogado em toda a Europa. Em sua extensão remanescente, encontram-se cerca de 5 mil espécies vegetais, muitas ameaçadas em sua sobrevivência - palmito, canela-preta, pau-brasil, virola e braúna, por exemplo. Concentra também um dos maiores números de epífitas já catalogadas pela ciência, dentre estas, espécies que ainda não foram descritas, destacando-se raríssimas orquídeas, bromélias, pteridófitas, piperáceas, cactáceas, entre outras. É uma das regiões com maior indíce de endemismos do mundo.

Isto sem falar nas 171 das 202 espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção - como é o caso do mico-leão-da-cara-preta, o sagüi-da- serra, o papagaio-chauá, o macuco e a jacutinga, entre outros. O Brasil está entre os sete países detentores de megabiodiversidade, uma riqueza excepcional que se concentra principalmente nas Floresta Atlântica e Amazônica. A primeira, no entanto, leva vantagens em vários aspectos. Reúne, por exemplo, 75% das espécies vegetais brasileiras, contra apenas 5% próprios da Floresta Amazônica.

Na Floresta Atlântica convivem vários ecossistemas diferentes mas integrados entre si, como a vegetação litorânea de mangues e restingas, as florestas com araucárias do Paraná, os campos sulinos ou as florestas úmidas (pluviais) ainda vistas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Vestígios da Floresta Atlântica original, que ocupava uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, podem ser encontrados em 17 Estados brasileiros, do litoral ao interior. Plantações de cana-de-açúcar no Nordeste, a exploração madeireira e os grandes centros urbanos do litoral, que se alicerçaram na floresta primitiva, acabaram destruindo 93% de sua área. A Floresta Atlântica é uma formação vegetal higrófila (de ambiente úmido), perene (sempre verde), densa (com muitas árvores por metro quadrado) e heterogênea (com muitas espécies vegetais distintas).

Em fevereiro de 1993, um novo decreto regulamentou a exploração da Floresta Atlântica. O decreto aumentou a área de dimensão da Floresta Atlântica a ser preservada, antes restrita à faixa litorânea. Ao contrário da legislação anterior, que praticamente proibia qualquer forma de utilização econômica da região, considerando a área intocável, o texto atual permite que as comunidades locais mantenham a exploração tradicional de algumas culturas por uma economia de subsistência. Além disso, prevê que os estados, municípios e Organizações Não-Governamentais (ONGs) também participem da fiscalização do ecossistema.

Deve-se ainda ser destacado que praticamente todas as formações vegetais da Floresta Atlântica foram afetadas pelo homem, inclusive em sua composição florística, e grande parte das matas remanescentes são formações secundárias. A existência de diversas espécies tipicamente Amazônicas na Floresta Atlântica, bem como algumas espécies idênticas da fauna, indicam claramente uma ligação entre as duas formações. Também a existência de exemplares isolados de araucárias (Araucaria angustifolia) no interior das florestas ombrófilas densas, explicam-se pela ocorrência de oscilações climáticas que ocorreram no passado, fazendo com que as diferentes regiões fossem ocupadas ora por um tipo de floresta ora por outro.

As Unidades de Conservação tem o objetivo de proteger os recursos naturais, genéticos e culturais. Na área de abrangência da Floresta Atlântica existem várias Unidades de Conservação protegendo o ecossistemas e a diversidade biológica, como o Parque Nacional do Superagüi, Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, Estação Ecológica do Guaraguaçu, Parque Estadual do Pico Marumbi, entre outras mais. A Floresta Atlântica possui 690.693,71 haz de áreas protegidas por Parques Nacionais, correspondendo 0,62 % deste bioma. Ultimamente a Floresta Atlântica tem sido degradada através de inúmeras ameaças, dentre as quais podemos citar:

• a explosão demográfica na sua região;
• a exploração predatória da madeira;
• a extração ilegal do palmito (Euterpe edulis);
• a especulação imobiliária;
• a falta de políticas públicas ambientais concretas;
• a falta de fiscalização nas unidades de conservação, principalmente;
• a falta de conscientização ambiental da população.

O ambiente é superúmido, devido às grandes quantidades de árvores, que tornam a floresta mais fechada. O clima é tropical, com influência oceânica, com precipitação anual que varia de 1.000 a 1.750 mm. Não bastasse o fato de ser uma floresta tropical, com vários ecossistemas associados, a Floresta Atlântica teve sua diversidade biológica ainda mais ampliada pela intensidade das transformações que sofreu ao longo dos últimos anos.

Especialmente durante o período quaternário, marcado por fortes mudanças climáticas, a Floresta Atlântica viveu momentos de forte retração durante as glaciações, resistindo, fragmentada, apenas em alguns locais conhecidos como "refúgios do pleistoceno", quando as condições climáticas eram mais amenas.

O relevo é constituído por colinas e planícies costeiras, acompanhadas por uma cadeia de montanhas. Os solos são de fertilidade média, porém, a área com relevo acidentado constitui limitação forte para uso intensivo das terras com cultivos anuais. Mas no interior da floresta o solo é pobre, que se mantémpela decomposição acelerada de matéria orgânica proveniente dos restos vegetais que caem no chão.

Segundo os botânicos, a Floresta Atlântica é a mais diversificada do planeta, com mais de 25 mil espécies de plantas. O elevado índice de chuvas ao longo do ano permite a existência de uma vegetação rica, densa, com árvores que chegam a 30 metros de altura.

Destacam-se o pau-brasil, o jequitibá, as quaresmeiras, o jacarandá, o jambo e o jabolão, o xaxim, o palmito, a paineira, a figueira, a caviúna, o angico, a maçaranduba, o ipê-rosa, o jatobá, a imbaúba, o murici, a canela-amarela, o pinheiro-do-paraná, e outras. Em um curto espaço, pode-se encontrar mais de 50 espécies vegetais diferentes.

O sub-bosque, composto por árvores menores, abriga numerosas epífitas, gravatás, bromélias, orquídeas, musgos e líquens, samambaias, begônias e lírios de várias espécies. Na Floresta Atlântica, o índice de endemismo entre as palmeiras, bromélias e algumas epífitas chega a mais de 70%.

A Floresta Atlântica possui uma grande biodiversidade de animais, além de muitos que já estão ameaçados de extinção, como: a onça-pintada, a jaguatirica, o mono-carvoeiro, o macaco-prego, o guariba, o mico-leão-dourado, vários sagüis, a preguiça-de-coleira, o caxinguelê, o tamanduá. São cerca de 250 espécies de mamíferos (55 endêmicas), 340 de anfíbios (87 endêmicas), além de, aproximadamente, 350 espécies de peixes (133 endêmicas). Em conjunto os mamíferos , aves, répteis e anfíbios que ocorrem na Floresta Atlântica somam 1.810 espécies, sendo 389 endêmicas. Este bioma abriga, aproximadamente, 7% de todas as espécies do planeta.

Entre as aves destacam-se o jacu, o macuco, a jacutinga, o tiê-sangue, a araponga, o sanhaço, numerosos beija-flores, tucanos, saíras e gaturamos. Entre os principais répteis desse ecossistema estão o teiú, um lagarto de mais de 1,5 metros de comprimento, jibóias, jararacas e corais verdadeiras. Numerosas espécies da flora e da fauna são únicas e características: a maioria das aves, répteis, anfíbios e borboletas são endêmicas, ou seja, são encontradas apenas nesse ecossistema.

Entre os mamíferos, 39% também são endêmicos, o mesmo ocorrendo com a maioria das borboletas, dos répteis, dos anfíbios e das aves nativas. Nela sobrevivem mais de 20 espécies de primatas, a maior parte delas endêmicas. Hoje, 171 das 202 espécies de animais brasileiros considerados ameaçados de extinção são originários da Floresta Atlântica.

Infelizmente, nesse cenário de grande riqueza e endemismo de espécies observa-se também um elevado número de espécies em extinção. Em alguns grupos, como o das aves, 10% das espécies encontradas no bioma se enquadram em alguma categoria de ameaça. No caso dos mamíferos, o número de espécies ameaçadas de extinção atinge aproximadamente 14%.

As principais áreas preservadas se encontram em parques nacionais, como o de Superagüi (PR), de Itatiaia (MG, RJ), da Serra da Bocaina (SP, RJ), do Monte Pascoal e da Chapada Diamantina (ambos na BA) e do Iguaçu (PR); em parques estaduais como os da Ilha do Cardoso, da Ilha de São Sebastião, da Ilha Anchieta e da Serra do Mar, do Vale do Ribeira, da Serra do Japi (todos em SP), do Desengano (RJ) e nas estações ecológicas de Tapacurá (PE), Caratinga (MG), Poço das Antas (RJ) e Juréia (SP).

sábado, maio 14, 2011

Dia Internacional da Biodiversidade - 22 de maio

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22 de Maio é o dia internacional da biodiversidade. A biodiversidade é o termo utilizado para definir a variabilidade de organismos vivos, flora, fauna, fungos macroscópicos e microorganismos, abrangendo a diversidade de genes e de populações de uma espécie, a diversidade de espécies, a diversidade de interações entre espécies e a diversidade de ecossistemas.

Mais claramente falando, diversidade biológica, ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Atualmente, estima-se em 1,7 milhões o número de espécies identificadas. O número exato de espécies existentes sobre a Terra é ainda desconhecido e a sua estimação varia entre 5 e 100 milhões. A extinção das espécies vivas presentes sobre o nosso planeta é um fenômeno natural que se inscreve no quadro do processo da evolução. Contudo, devido às atividades humanas, as espécies e os ecossistemas são hoje objeto de ameaças mais graves do que em qualquer outra época histórica. As perdas tocam particularmente as florestas tropicais onde vivem 50 a 60% das espécies identificadas, assim como os rios e os lagos, os desertos e as florestas temperadas, as montanhas e as ilhas. De acordo com as estimações mais recentes, tendo em conta as taxas atuais de desmatamentos, assistiremos ao desaparecimento de dois a oito porcento das espécies vivas do nosso planeta nos próximos 25 anos.

A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas. As funções ecológicas desempenhadas pela biodiversidade são ainda pouco compreendidas, muito embora considere-se que ela seja responsável pelos processos naturais e produtos fornecidos pelos ecossistemas e espécies que sustentam outras formas de vida e modificam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida.

A diversidade biológica possui, além de seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético. Com tamanha importância, é preciso evitar a perda da biodiversidade e cada vez mais preservá-la.

Ameaça à Biodiversidade Brasileira

O Brasil é considerado o país de maior diversidade biológica do planeta. Segundo o Ibama, órgão responsável pelas listas oficiais de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas de extinção, 219 espécies animais (109 aves, 67 mamíferos, 29 insetos, nove répteis, um anfíbio, um artrópode, um coral, um peixe e um crustáceo) e 106 espécies vegetais correm o risco de desaparecer. Entre elas, algumas estão praticamente extintas, como a ararinha-azul.

Os fatores que ameaçam a biodiversidade são a caça predatória e ilegal, a derrubada de florestas, as queimadas, a destruição dos ecossistemas para loteamento e a poluição de rios. Outro problema grave que ameaça a fauna e a flora brasileira é a chamada biopirataria, a saída ilegal de material genético ou subprodutos de plantas e animais para pesquisas sobre novos medicamentos e cosméticos no exterior sem o pagamento de patentes.

Baseada em um projeto de lei, a medida prevê que estados, municípios, proprietários privados e comunidades indígenas tenham direito a parte do lucro resultante de produtos obtidos de vegetais e animais descobertos em suas áreas, além de um maior controle das coletas.

A regulamentação no País da Convenção da Biodiversidade, assinada durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, por cerca de 150 países, depende da aprovação desse projeto de lei. O Acre e o Amapá são os únicos estados brasileiros que possuem leis específicas sobre a biopirataria. No Acre, para ter acesso aos recursos naturais da floresta Amazônica, as empresas estrangeiras precisam se associar a uma empresa ou entidade brasileira de pesquisa. O Brasil, em decorrência de suas características geográficas, diversidade de recursos naturais e níveis distintos de industrialização, convive com problemas ambientais bem diversos.

Além da poluição, causada por dejetos domésticos, industriais e por agrotóxicos, e do problema do lixo, há a degradação de riquezas naturais. Nas grandes cidades as condições ambientais são nocivas, o desmatamento, a desertificação e a extinção de espécies biológicas (fauna e flora) ameaçam a biodiversidade e põem em risco a sustentabilidade dos ecossistemas e, por conseqüência, da própria qualidade de vida.

Depois da Amazônia, a Floresta Atlântica é uma das áreas mais atingidas pelo desmatamento no País. Além destas, outras áreas de vegetação encontram-se ameaçadas por ocupação ou exploração inadequadas. Considerado um dos maiores patrimônios naturais do planeta, o Pantanal vem sofrendo progressiva degradação por causa da intensa expansão das atividades agropecuárias. Essa área é a maior planície inundável do mundo - 150.000 km² - com uma zona de cerrado, onde, nos pontos mais úmidos, crescem espécies árboreas de floresta tropical.

Fonte: Ambiente Brasil

segunda-feira, maio 02, 2011

Dia Mundial do Meio Ambiente - 5 de junho

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O Dia Mundial do Ambiente - WED (World Environment Day, do inglês), é um evento anual que visa ser o maior e mais amplamente comemorado dia para a ação ambiental positiva. Atividades em comemoração ao meio ambiente ocorrem durante todo o ano, mas o clímax acontece no dia 5 de Junho, envolvendo a todos, de todos os lugares.

A celebração começou em 1972 e cresceu para se tornar o um dos principais veículos através do qual as Nações Unidas estimula a consciencialização mundial sobre o meio ambiente e estimula a atenção e a ação política. O país-sede deste ano é a Índia.

Através do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Programa Ambiental da ONU é capaz de personalizar as questões ambientais e permitir a todos a perceber não só a sua responsabilidade, mas também seu poder de se tornarem agentes de mudança em prol do desenvolvimento sustentável e eqüitativo.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é também um dia para pessoas de todas as esferas da vida se unirem para garantir uma visão mais limpa, mais verde e mais brilhante para si para gerações futuras.

Todo mundo conta nesta iniciativa e o Dia Mundial do Meio Ambiente depende de você para fazer isso acontecer! Apelamos para a ação - organizar a limpeza do seu bairro, parar de usar sacolas plásticas e chamar a comunidade para fazer o mesmo, plantar uma árvore ou melhor ainda, organizar um mutirão para a plantação de várias árvores, ir a pé para o trabalho, iniciar uma unidade de reciclagem...as possibilidades são infinitas. Mexa-se!

Florestas

O tema do WED 2011 é “Florestas: a Natureza a seu Serviço”. As florestas cobrem um terço da massa de terra do planeta, exercendo funções vitais e serviços ao redor do mundo que fazem o nosso planeta estar vivo. Na verdade, 1,6 bilhão de pessoas dependem das florestas para sua subsistência. Elas desempenham um papel fundamental na nossa batalha contra as alterações climáticas, liberando oxigênio na atmosfera, enquanto armazena dióxido de carbono.

As florestas alimentam nossos rios e são essenciais para o fornecimento de água para cerca de 50% das nossas maiores cidades. Elas criam e mantêm a fertilidade do solo, pois ajudam a regular os efeitos muitas vezes devastadores das tempestades, inundações e incêndios.

Esplêndidas e inspiradoras, as florestas são os ecossistemas com maior diversidade biológica na terra, e são o lar de mais da metade das espécies terrestres de animais, plantas e insetos.

As florestas também fornecem abrigo, emprego, segurança e relevância cultural para as populações dependentes da floresta. Elas são o pulmão verde da terra, vital para a sobrevivência das pessoas em toda parte - sete bilhões de pessoas.

As florestas incorporam muito do que é bom e forte em nossas vidas. No entanto, apesar de todos esses benefícios inestimáveis ecológicos, econômicos, sociais e de saúde, estamos destruindo as florestas de que precisamos para viver e respirar.

O desmatamento global continua em um ritmo alarmante - a cada ano, 13 milhões de hectares de floresta são destruídos, o que é equivalente ao tamanho de Portugal.

Investimentos de curto prazo para ganhos imediatos (por exemplo, extração de madeira) compõem essas perdas. Pessoas que dependem das florestas para sua subsistência estão lutando para sobreviver. Muitas espécies preciosas estão enfrentando a extinção. A biodiversidade está sendo destruída. E mais, os economistas de todo o mundo tem demonstrado que, não integrando os valores da floresta em seus orçamentos, os países e as empresas estão pagando um preço alto.

Mas esta tendência não é irreversível. Não é tarde demais para transformar a vida como a conhecemos em um futuro mais verde, onde as florestas são o cerne do nosso desenvolvimento sustentável e as economias são verdes.

A conservação das florestas e a expansão destas tem de ser reconhecidos como uma oportunidade de negócio. Um investimento de 30.000 milhões dólares nos EUA para o combate ao desmatamento e degradação poderia fornecer um retorno de $ 2,5 trilhões em novos produtos e serviços para o país.

Além disso, os investimentos direcionados para a silvicultura poderão gerar até 10 milhões de novos empregos em todo o mundo. Muitos líderes estão vislumbrando o potencial de energias renováveis e bens baseado na natureza, mas para que a transformação aconteça, as florestas precisam se tornar uma prioridade política universal.

Fonte (em inglês): http://unep.org/wed/

terça-feira, abril 05, 2011

22 de abril: Dia da Terra

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Neste próximo dia 22 de abril comemora-se o 41º aniversário do Dia da Terra. Desde o primeiro Dia da Terra, 22 de Abril de 1970, o Dia da Terra foi um evento anual para as pessoas ao redor do mundo para comemorar a terra e renovar o nosso compromisso para a construção de um Planeta seguro, saudável e mais limpo para todos nós.

O Dia do Planeta Terra foi criado em 1970 nos Estados Unidos, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson. Foi o primeiro protesto nacional contra a poluição e ganhou países adeptos ao movimento, a partir de 1990. Coincidência ou não, é também o Dia do Descobrimento do Brasil, uma “terra abençoada por Deus”, como costuma cantar o nosso povo.

Se pensarmos que o Dia do Planeta Terra nasceu como um protesto à poluição em 1970, podemos avaliar o que a humanidade conseguiu fazer nos últimos 40 anos. De acordo com as notícias que têm sido constantemente veiculadas na mídia internacional, parece que muito, muito pouco tem sido feito de lá para cá. Os rios estão cada vez mais poluídos, as florestas desmatadas, o ar carregado. A violência invade os lares, as escolas, as empresas e todos os espaços coletivos. O lixo é jogado nas ruas ao invés de ser reciclado. A água, o bem mais precioso da humanidade, está escassa. As geleiras estão derretendo. O homem, o único que poderia fazer alguma coisa, está mais preocupado com a economia de seus países.

Como fica a saúde emocional, física e mental do nosso planeta? Apesar dos prognósticos pessimistas, mas reais, ainda existem pessoas e entidades interessadas em manter o equilíbrio do planeta. Elas fazem parte de uma minoria consciente, formada por idealistas que querem fazer uma diferença no mundo. As crianças fazem parte desse grupo, junto com jovens cheio de sonhos e adultos. Ongs, instituições, empresas, iniciativas públicas e escolas estão a cada dia mais se mobilizando, unindo pessoas em prol de um único objetivo maior: salvar o Planeta Terra.

O que fazer para ajudar o planeta:

- Evite comprar e usar pratos, talheres e copos descartáveis;
- Procure comprar produtos concentrados, ou que sejam oferecidos em embalagem maior (papel higiênico, biscoitos, refrigerantes,...) pois assim você estará gerando menos lixo;
- Veja se a embalagem dos produtos que você compra são feitas com material reciclado e/ou é reciclável;
- Se os produtos forem feitos de madeira (ex: lápis, prendedores de roupa, etc) verifique se são fabricados com madeira extraída de reflorestamento;
- Evite hortaliças, verduras, legumes e produtos (café, açúcar) cultivadas com agrotóxicos. Hoje existem opções de produtos orgânicos. Eles não envenenam o solo e os lençóis freáticos e, principalmente, não contribuem para que sua família venha a ter alguma doença grave no futuro;
- Utilize produtos de limpeza sem fosfato, sem soda, sem cloro e sem CFC;
- Prefira verduras, legumes e produtos (café, açucar,...) orgânicos. Eles não envenenam o solo e a água e, principalmente, preservam a saúde da sua família;
- Plante árvores e cuide das que já existem.
- Não queime lixo doméstico (plásticos,isopor, restos orgânicos). Os gases emitidos poluem a atmosfera causando doenças e intensificando o efeito estufa;
- Pratique a coleta seletiva, latas, vidros, papéis e plásticos podem ser reciclados e reaproveitados. Restos de comida podem virar adubo (compostagem). Seja responsável pelo seu lixo!

Leia a "A Carta da Terra", um dos documentos da RIO-92.

terça-feira, março 01, 2011

1º de Março – Dia do Ecoturismo

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O Ecoturismo, que é um dos ramos do turismo, está intimamente ligado com a natureza, sendo uma das atividades que mais cresce no Brasil e no Mundo.
A prática do ecoturismo é muito bem vista por propiciar um contato direto com os elementos da natureza de forma atrativa e agradável. Desta forma, muitas atividades estão inseridas nesse ramo: trilhas interpretativas, boia cross, rafting, mergulho, escalada, caminhadas, trilhas em cavernas entre outras, com esportes radicais ou passeios ecológicos.

Atualmente já se sabe que essas atividades são de grande importância para o desenvolvimento econômico e preservação de culturas de comunidades locais, gerando maior renda e empregos para os habitantes.

Para o desenvolvimento do ecoturismo, a educação ambiental é uma parceria incondicional, pois além do que se ensina relacionado ao ambiente em que está visitando, também incentiva práticas ecologicamente corretas em relação ao lixo, água, energia, fauna e flora, visando assim o desenvolvimento sustentável, que tem início no ambiente local e vai agrupando mais até chegar ao global.

O Brasil é privilegiado para este tipo de atividades, pois é um país tropical, tendo belíssimas praias, paisagens serranas, biodiversidade diversificada e um clima maravilhoso.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Dia Mundial das Zonas Úmidas

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Sob a bênção da rainha do mar, Iemanjá, comemorado hoje, 2 de fevereiro é também o Dia Mundial das Zonas Úmidas. Esse conceito, que compreende, além da preservação de diversos ambientes úmidos naturais, áreas artificiais, como represas, lagos e açudes, foi adotado pela Convenção de Ramsar, em 1971. Ou seja, completa 40 anos.

E aqui no Brasil – que só o assinou a convenção em 1993, ratificando-a três anos depois –, atualmente são onze Sítios Ramsar. Destaque para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, que foi premiada em 1º lugar pela Gestão Sustentável de Sítios Ramsar nas Américas neste ano. O prêmio será entregue hoje, em Huatulco, México, onde representantes dos países das Américas estão reunidos.

As Zonas Úmidas podem ser definidas como áreas de pântano, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo área de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa. O nome Convenção de Ramsar deriva da cidade iraniana de Ramsar, onde foi realizada a primeira reunião com esse propósito de preservação. Hoje são 160 nações signatárias e 1912 zonas úmidas de importância mundial (com área equivalente a 186.963.216 hectares).

A finalidade do Dia Mundial das Zonas Úmidas é estimular a realização, por governos, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos, de ações e atividades que chamem a atenção da sociedade para a importância das áreas úmidas, para a necessidade de sua proteção e para os benefícios que a consecução dos objetivos da Convenção pode proporcionar.

Leia mais: EP TV

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